Feira da Música de Fortaleza

A banda Rosa de Pedra [foto] capitaneou a passagem dos potiguares pela capital cearense na edição 2007 do evento. Os baixistas Sérgio Groove e Jr. Primata, o cantor e compositor Mirabô Dantas e o grupo Retrovisor também marcaram presença por lá. >>> Leia matéria publicada no Diário de Natal...

A verdade está lá fora!

O que de fato é verdade? Estamos vivos ou tudo não passa de realidade virtual? Qual o tamanho da mentira que nos contam há décadas? O ufólogo César Valério conversou com a [:]rÁudio.visual sobre as teorias da conspiração que regem silenciosamente o destino da humanidade...

Entrevista The Sinks

Diretamente da base da DoSol Records, a [:]rÁudio.visual conversou com Dante (voz e guitarra) e Anderson Foca (baixo e voz) da banda potiguar The Sinks — power trio que ainda agrega o baterista Marcelo Costa. Influências e a nova realidade do mercado fonográfico...
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

LIVRO || Pequenas Catástrofes - Pablo Capistrano

RESENHA LIVRO
VIAGEM SEM VOLTA

Sociedades secretas, poções para expansão da consciência, engenharia genética, rock’n roll e violência. Esses são os ingredientes principais do livro Pequenas Catástrofes, do escritor e filósofo potiguar Pablo Capistrano, um thriller envolvente que ainda mistura mitologia, sexo, filosofia (claro!) e um certo ar autobiográfico.

Essa ficção 'ciber-orgânica' (se é que essa palavra existe!) narra a passagem de Max Demian, o amigo inteligente e misterioso, pela vida do nosso herói (o narrador, ou o próprio Pablo). Os dois embarcam rumo a uma viagem pela Europa, onde irão participar de rituais que despertam a supraconsciência e manipulam a genética.

Escolhidos a partir da árvore genealógica, os membros da tal sociedade secreta do Projeto Zaratustra (inspirado em Nietzsche) ministram o Tetrapharmakon, substância psicotrópica que será contrabandeada da Grécia para o Brasil — onde um novo núcleo do Projeto Zaratustra está sendo formado. Quando o narrador percebe já está envolvido até o pescoço em uma trama que deixará marcas profundas. Instigante!

Pequenas Catástrofes faturou o prêmio literário Câmara Cascudo em 2003 na categoria prosa, e sua primeira edição foi lançada no mesmo ano dentro da coleção Letras Potiguares (A.S. Editores). Em 2005 o texto mereceu nova edição, dessa vez pela editora Rocco na coleção Safra XXI (foto).

[:]
. www.pablocapistrano.com.br
. Entrevista com o autor

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

VÍDEO || ESPERA, curta apocalíptico do diretor Aristeu Araújo

CURTA-METRAGEM
VALE MESMO A PENA ESPERAR?
Direção: Aristeu Araújo

Inquietante e de certa forma apocalíptico, o curta-metragem ESPERA conta a história de três pessoas que — para escapar de algo lá fora(!?) — isolam-se do mundo enquanto esperam a 'poeira baixar'.

A tensão aumenta a partir do momento que incertezas e questionamentos põem à prova todo o esforço: afinal do que estão fugindo? Por que e de quem estão escondidos? Terá tudo sido em vão?

Quer respostas? Então assista esse devaneio estético e conceitual do diretor potiguar Aristeu Araújo. Um detalhe interessante da produção é que a locação ocupou uma das salas (ou seriam celas?) da ala desativada de um manicômio ainda em funcionamento.

Para conferir o clima de isolamento necessário, o filme foi devidamente dublado pelos próprios atores pois "o barulho dos 'pacientes' da outra ala vazou no áudio", explicou Aristeu durante o lançamento de Espera no Centro Cultural do Banco do Brasil em junho de 2006, no Rio de Janeiro.

Quanto à ameaça externa? "Todos temos nossos medos, pode ser qualquer coisa que você imagine", desconversa o diretor.

[:]
. Direção e montagem: Aristeu Araújo
. Roteiro: Aristeu Araújo e Gustavo Dorneles
. Direção de Produção: Luiz Filipe Figueira
. Fotografia: Thaís Grechi
. Câmera: Thaís Grechi e Aristeu Araújo
. Som: Rodrigo Maia
. Direção de Arte: Juliana De Bonis
. Elenco: Afonso Soares, Anderson Alves e Renata Mizrahi
. Universidade Federal Fluminense

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

CD || Roça Elétrica - Mercado de Peixe [SP]


RESENHA CD
GROOVE PÓS-CAIPIRA
Música: “Beats e Batuques”

Mercado de Peixe é daquelas bandas que não se prendem a um estilo, um rótulo. Juntos desde 1996, o septeto de Bauru (SP) apresenta um trabalho coeso e voltado ao experimentalismo — sempre alicerçado pela sonoridade caipira que flerta maliciosamente com o groove. Com essa mistura inusitada, o CD “Roça Elétrica” surpreende a cada faixa com moda de viola em versão dub, rock sanfonado, cantoria e samples... o que não falta é opção neste Mercado: rock, regional, samba, drum’n bass, reggae e funk.

As letras contextualizam a realidade interiorana sem bairrismos ou lamentos, com uma proposta pós-caipira de captar influências e reprocessar sons de além mar (ou melhor: de além, digamos, zona rural). Diferente sem soar estranho, melodias assobiáveis e dançante na medida certa. Ouça com atenção as músicas "Beats e Batuques", "Bernabé", "Moda do Peão" e "AA".

O grupo é formado por Juninho Madureira (voz), Ricardo Fela (percussão e voz), Fernando TRZ (teclado, sanfona e voz), Ricardo Polettini (guitarra, viola e voz), Fabiano Alcântara (baixo), Paulo Pires (bateria) e Ermão (percussão e efeitos).

[:]
. www.mercadodepeixe.art.br
. 2004 – Coletivo Samacô / Editora Atração
. Música: “Beats e Batuques” (Fabiano Alcântara / Ricardo Fela)
. Fotos: Emerson Gomes Vanderlei (1, 2 e 4) // João Correia Filho (3)


domingo, 19 de agosto de 2007

EP DEMO || DaSilva e a Usina Dub [PB]


RESENHA EP DEMO
DETALHES QUE FAZEM A DIFERENÇA
Música: "17 anos"

DaSilva e a Usina Dub vem da Paraíba com um drum'n bass moderno e bem bolado de elementos sutis de regionalismo. Como assim? Drum'n Bass? Mas não é Dub? Essa foi a pergunta que fiz assim que apertei play. É possível perceber a influencia do dub nas músicas recheadas de efeitos processados e delays, mas não o suficiente para justificar o nome.

O som é bom, foi bem gravado, mas se analisarmos mais a fundo ainda está faltando uma produção que atente para os detalhes.

Projeto idealizado por Fabiano Soares e Kiko Guedes, a banda ainda não tem uma formação definida: a proposta é agregar parceiros que 'pilotam' alfaias, trompetes, rabecas, flautas e qualquer outro instrumento que traga riqueza à música. Talvez aí se encaixe o termo Dub, que tem como proposta intrínseca a mistura de elementos sonoros.

# CD-ROM :: apresentação multimídia

sábado, 18 de agosto de 2007

SHOW || A Pedrada da Rosa na Feira da Música CE



CRÍTICA SHOW
ROSA DE PEDRA
Foto: Sueli de Souza || + fotos no álbum

O show da banda Rosa de Pedra (dia 16/8) durante a Feira da Música em Fortaleza é daqueles que transformam qualquer conterrâneo em suspeito. Tudo bem que era humanamente impossível assistir todos os shows, afinal eram 85 apresentações em cinco palcos diferentes espalhados pela cidade, mas afirmo que dentre os prestigiados foi o melhor de toda a programação.

Puxando a sardinha pro lado dos potiguares?
Pode até ser, mas sem nenhum remorso!
Duvida? Então ouça Sotaque (música de Ricardo Baya) e esquive-se da Pedrada da Rosa!!

CONCENTRAÇÃO OU OBA-OBA?

Aproveitando a providencial e mais que esperta carona da Agência Cultural do Sebrae RN (totalmente justificada por todos os quase 50 passageiros), a caravana potiguar era delegação mais concentrada das que participaram — talvez por isso, e justamente por isso, os papa-jerimuns fizeram tão bonito por onde passaram.

Explica-se: enquanto outras turmas ficaram (bem) hospedadas no Sesc Iparana, no vizinho município de Caucaia onde só se chega após pagar pedágio, os comedores de camarão se refugiaram em um hotel próximo ao epicentro da Feira. Não que seja contra o oba-oba das festinhas paralelas que devem ter rolado lá pelo Sesc, mas sem dúvida não há como manter a concentração sem desperdiçar energia.

Claro que a interação geral é sempre bem vinda, mas embarcamos em direção a capital cearense a trabalho - está certíssima nossa chefe de delegação Iracema Sabóia, nossos parabéns!

Falando em trabalho, não posso deixar de salientar a onipresença do DJ Papel [a.k.a Gabriel Souto]. O cara fez ótimas participações nos shows da Rosa de Pedra, NêguEdmundo e Retrovisor.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

NOTÍCIAS || Ráudiovisual: em busca da música independente

NOMINUTO.COM
Texto e foto: Alex de Souza
15/08/2007

Aliando rádio, internet e informação, site local quer se tornar alternativa às rádios convencionais.

Rafael Telles (esq.) e Yuno Silva montam projeto sem precisar sair de casa.

Cansado do império do jabá, que não lhe deixa muita opção do que escutar nas rádios? Pois o produtor Rafael Telles e o jornalista Yuno Silva também cansaram. Mas, ao invés de ficar fazendo beiço, a dupla arregaçou as mangas e mergulhou no universo caótico da net para buscar uma opção.

Foi dessa mistura entre os dois meios (a internet e o rádio) que surgiu a [:]rÁudio.visual, uma rádio-web que joga no mesmo buraco música independente, vídeos, literatura e o que mais de interessante aparecer. "Estávamos cansados do que rola nas rádios comerciais, na TV... Queremos compartilhar o filé da nossa CDteca e conhecer coisas novas", afirma.

Hospedado provisoriamente como blog, o projeto futuramente estará no site próprio. Yuno Silva e Rafael Telles embarcaram para a Feira da Música em Fortaleza, que começa nesta quarta (15), para apresentar o projeto a patrocinadores em potencial. "O lance de ser um blog é o período beta (de teste). A idéia e fazer um site completo com estrutura própria, utilizando o melhor da tecnologia a serviço desse tipo de projeto", explica Silva.

Para tanto, a escolha da internet como veículo foi fundamental. "Cara, o lance da web é a facilidade de abrangência, propagação, multiplicação, custo e retorno (feedback). A internet é a única saída do mercado fonográfico e o circuito independente (do qual fazermos parte) cresce a olhos vistos na grande rede. É nela que estão as chances pra essa turma crescer, aparecer e conquistar um lugar ao sol. Então, estamos remando de acordo com a maré", acredita.

Direito autoral

A escolha de trabalhar com o cenário musical independente foi uma estratégia também de mercado. Afinal, nem o território da web está livre das garras das grandes gravadoras. "A [:]rÁudio.visual está inscrita no sistema de direitos autorais do Creative Commons, que flexibiliza essa questão: a proposta é compartilhar. Mas estamos atentos pra isso (a cessão de direitos autorais), por isso o foco é a música independente que busca espaço de divulgação", admite.

E a proposta é buscar alternativas para flexibilizar esse conceito. "Nossa licença CC (creative commons) diz o seguinte: é obrigatório citar fonte e dar os créditos. Nesse caso, temos todos a possibilidade de sermos co-autores. Um exemplo prático é a intervenção eletrônico que o Rafael fez na poesia José, com o próprio Drummond recitando. Nessa obra, os dois são co-autores: Drummond, com a letra, e Rafael, com a música."

Conteúdo

"A linha editorial é focar música independente e informação. Temos sessão para resenha de livros, filmes, shows. Tirando os programas sobre dub (estilo musical eletrônico que surgiu na Jamaica nos anos 60), o resto é tudo free que as próprias bandas disponibilizam", descreve. "O lance do dub é mais informativo. É um documentário que ilustra o estilo. A proposta é fazer outros do mesmo tipo: um doc sobre rock, MPB, lounge...", complementa Silva.

Ao mesmo tempo em que busca oferecer conteúdo diário, a proposta da rádio é descolar da agenda de eventos que marca o jornalismo cultural praticado no estado. "Diariamente teremos novidades de qualquer área que tenha a ver com a proposta: um livro bacana (o do Pablo Capistrano [autor de Pequenas Catástrofes] é o próximo), um videoclipe, um programa inédito, uma resenha. Queremos trabalhar só com informações atemporais, esporadicamente teremos agenda cultural, mas só se for de algum parceiro. Agenda envelhece rápido e a proposta é fazer com que as pessoas entrem na [:]rÁudio em qualquer hora, dia ou ano e façam downloads para seus mp3players", espera.

NOTÍCIAS || Interatividade é marca da Raudiovisual

NOMINUTO.COM
Texto: Alex de Souza
15/08/2007

Além das participações comuns a sites do gênero, internautas podem montar e colocar no ar os próprios programas.

Página inicial da Ráudio.visual.

De tanto se ouvir falar na tal web 2.0, a interatividade se tornou um quesito obrigatório para quem pretende trabalhar no meio virtual. "Queremos que o espaço seja uma grande comunidade de idéias, onde o visitante pode colaborar (a programação está aberta), ler, assistir e ouvir. Na verdade, estamos compartilhando nossos gostos pessoais e convidando outras pessoas a fazer o mesmo, com a condição de ser coisa boa. Então nossa linha editorial é filtrar essa teia e disponibilizar bonitinho pra turma que não quer perder tempo procurando. Como diz nosso slogan: A rÁudio.visual é um atalho entre você e o artista!", explica Yuno Silva, editor da [:]rÁudio.visual.

Mas como se dá essa participação do público? "Além dos comentários nos posts, do fórum (grupo de discussão), da comunidade no Orkut - lugares onde pretendemos discutir essas e outras idéias sobre o mercado alternativo - as pessoas podem enviar programas prontos ou semiprontos (apenas com locução e repertório) que cuidamos do resto para publicar", explica.

O papel dos editores, .TXT. e Fa'sGroove (pseudônimos de Yuno Silva e Rafael Telles no projeto, respectivamente), é definir que tipo de material se encaixa no perfil do site, para depois colocá-lo no ar. "Um bom exemplo é o Fábio Rocha (vocalista da Orquestra Boca Seca). Fabão vestiu-se de Zé Caxangá e assumiu o programa Pindorama (que vai ser periódico, um colaborador fixo vamos dizer assim). Ou seja, quem quiser colaborar pode vir aqui em casa, na base da ráudio, ou mandar via web", convida.

Bandas interessadas em divulgar o próprio trabalho também podem embarcar no projeto. "Estamos abrindo uma caixa postal essa semana para isso", diz.

Pires na mão

"Estamos indo pra Feira da Música em Fortaleza fazer três coisas. A primeira é lançar oficialmente em âmbito regional. A segunda é participar de rodada de negócios e ver o interesse de possiveis investidores - também vamos enquadrar o projeto (já estruturado) nos editais do BNB. A terceira contatar as bandas e produtores e fazer a idéia circular", revela.

A [:]rÁudio.visual a princípio vai tentar cooptar ouvintes em Natal. "Bem, como é internet o âmbito é mundial. Mas vamos começar concentrando em Natal. Acabamos de divulgar e já estamos fazendo contato com o Pará, Sergipe, Pernambuco e Rio Grande do Sul. É gente que tem como colaborar mandando locução gravada: produtores, músicos e jornalistas."

O player usado no site é da goear.com e o banco de dados é o banco de cultura do Overmundo.

domingo, 12 de agosto de 2007

FILME || O Cheiro do Ralo

RESENHA FILME
O PODRE PODER DE LOURENÇO
Brasil, 2006

De tempos em tempos o cinema nacional lança pérolas no circuito comercial e O Cheiro do Ralo é uma dessas preciosidades que passam voando por praças com poucas salas de cinema. Inspirado no livro homônimo do escritor Lourenço Mutarelli, o filme (lançado em março de 2007) é um soco no estômago daqueles que pensam ser o ‘rei da cocada preta’ - tudo não passa de ilusão e perder o controle é tão fácil quanto tirar um doce da boca de uma criança com sono.

Lourenço (Selton Mello) compra e vende objetos usados em São Paulo, em uma loja que vive impregnada pelo fedor de um ralo ‘mal resolvido’. Apaixonado por uma bunda e espiritualmente alimentado pela catinga, Lourenço faz de seus desesperados clientes ‘gato e sapato’: afinal são pessoas dispostas a se desfazer de bens sentimentais por alguns trocados que aliviem a dureza do dia a dia.

O confronto ético, a frieza dos relacionamentos e o perverso jogo da exploração transformam Lourenço de caçador em caça, na medida que o perturbado e fedorento universo que o cerca o conduz a uma reavaliação de sua visão de mundo. E não pensem que as coisas acabam em flores!

[:]
. www.ocheirodoralo.com.br
. Brasil, 2006, 95 min
. Diretor: Heitor Dhalia
. Roteiristas: Marçal Aquino e Heitor Dhalia
. Elenco: Selton Mello, Paula Braun, Lourenço Mutarelli, Fabiana Gugli, Mario Shoemberger, Martha Meola, Flávio Bauraqui e Suzana Alves
. Empresas Produtoras: Geração Conteúdo, Primo Filmes, RT Features - em associação com Branca Filmes, Tristero Filmes, TeleImage, Sentimental Filmes e Mundo Cane Filmes
. Fotografia: José Roberto Eliezer, a.b.c.
. Música: Apollo Nove
. O filme participou do Festival do Rio 2006; da 30ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; do Sundance Filme Festival e do 4º Festival de Cinema de Campo Grande.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

LIVRO || EU S/A - Max Barry

RESENHA LIVRO
ZERO DE ESCRÚPULO

O escritor australiano Max Barry faz uma projeção nada animadora sobre um futuro bem próximo, onde a soberania das nações está sob o comando do mercado de capital. Nada mais importa: leis, qualidade de vida e bem estar social deram lugar ao lucro, à corrupção e à violência. Quem determina se a vida de adolescentes vale mais que um par de tênis é o departamento de marketing.

Hack Nike namora Violet, que está sem sobrenome - no futuro de Barry só tem sobrenome quem tem carteira assinada.

Essa ficção politicamente incorreta conta a história de Hack, funcionário subalterno do setor de Merchandising que entra em uma montanha russa absurda depois de aceitar uma promoção na empresa. Ele foi contratado para matar consumidores em nome do bom desempenho das vendas.

A ação se desenrola nos Territórios Australianos dos Estados Unidos, onde Hack assina contrato com John Nike e John Nike - executivos do poderoso Departamento de Marketing da empresa. A proposta era simples: espalhada a (falsa) notícia que um novo modelo de tênis seria lançado com pouquíssimas unidades disponíveis, nosso anti-herói teria que matar (pelo menos) uns dez garotos para provocar a euforia consumista planejada pela dupla.

Hack chegou a procurar a Polícia, que terceirizou o serviço(!) e resolveu a 'parada' sem pestanejar - no futuro a verba de segurança será apenas para prevenir, investigações ficam por conta da família da vítima.

Seria perfeito(!) e eles encheriam ainda mais o 'rabo' de dinheiro se não topassem com a agente Jennifer Governo, última esperança de alguma honestidade dentro desse 'Sistema'...

Perseguições internacionais, assassinatos, vírus de computador, boneca Barbie e códigos de barras como tatuagem são detalhes desse ‘triler’ perfeitamente verossímil.

[:]
. www.maxbarry.com
. Versão original: Jennifer Government, 2003
. Edição Brasil: EU S/A, 2005 – Editora Record

. Ficção, 349 páginas

sábado, 4 de agosto de 2007

VÍDEO || Palarveando - Os Poetas Elétricos [RN]


VÍDEO CLIPE
CAPRICHO FOTOGRÁFICO
Direção: Mário Ivo

Video clipe para Palarveando, poemúsica dOs Poetas Elétricos Carito (voz e composições), Edu Gomez (guitarra e efeitos) e Michele Régis (voz). Experimentalismo é o que move essa dupla de três(!) que brinca sério de chocar poemas.

Produção caprichada com direção de Mário Ivo, Palarveando assegurou com folga o primeiro lugar no Festival Curta Natal no Mada em 2006 – no mesmo ano também foi selecionado para a 20ª Mostra do Audiovisual Paulista.


* Eles são loucos pelo que fazem, não estão nem aí para preconceitos e, à primeira audição, podem provocar estranhas reações: indo do amor ao ódio em menos de um ‘frame’. O rótulo também não importa, se é poesia sonora, declamada ou música experimental, Os Poetas Elétricos preferem não fechar com nenhuma dessas embalagens, nem sabem dizer qual delas é que melhor se encaixa com a proposta do projeto.
*.TXT.

[:]
. www.ospoetaseletricos.com.br
. A música Palarveando faz parte do CD “Poemas Eletr
i-Ficados & Outros Que Foram Embora”, lançado pelo selo Mudernage Diskos em 2004


sexta-feira, 3 de agosto de 2007

DVD || Perfume – A história de um assassino


RESENHA DVD
PERFUME DE VIRGEM
Alemanha / Espanha / França - Drama, 2006

Com roteiro adaptado a partir do best-seller lançado em 1985 pelo escritor alemão Patrick Süskind, o filme “Perfume – A história de um assassino” narra a breve e intensa passagem do personagem Jean-Baptiste Grenouille (Bem Whishaw) pela fétida Paris do século XVIII. Totalmente desprovido de odores pessoais, mas dono de um olfato incomum que deixaria qualquer cão perdigueiro com inveja, Jean-Baptiste embarca em uma busca doentia pelo perfume perfeito — uma fragrância tão especial que levaria qualquer pessoa ao êxtase em questão de segundos.

Seguindo seu objetivo de eternizar aromas, torna-se aprendiz do perfumista Giuseppe Baldini (Dustin Hoffman) e logo descobre a mais nobre das essências: feromônios de mulheres virgens. Obcecado, não mede conseqüências até obter sua fórmula perfeita. O final apoteótico da trama desmonta qualquer ódio que o espectador tenha nutrido por Jean-Baptiste ao longo do filme.

Quem leu o livro, pode ficar tranqüilo que a adaptação segue com fidelidade o clima criado por Süskind. A direção é assinada por Tom Tykmer, o mesmo de “Corra Lola, corra” (1998).

[:]
. www.perfumefilme.com.br
. Perfume – A história de um assassino
. Alemanha / Espanha / França
. Drama, 2006, 147 min, 16 anos
. Paris Filmes
. Diretor: Tom Tykwer
. Elenco: Ben Whishaw, Dustin Hoffman, Alan Rickman, Rachel Hurd-Wood, Andrés Herrera, Simon Chandler, David Calder, Richard Felix e John Hurt