Feira da Música de Fortaleza

A banda Rosa de Pedra [foto] capitaneou a passagem dos potiguares pela capital cearense na edição 2007 do evento. Os baixistas Sérgio Groove e Jr. Primata, o cantor e compositor Mirabô Dantas e o grupo Retrovisor também marcaram presença por lá. >>> Leia matéria publicada no Diário de Natal...

A verdade está lá fora!

O que de fato é verdade? Estamos vivos ou tudo não passa de realidade virtual? Qual o tamanho da mentira que nos contam há décadas? O ufólogo César Valério conversou com a [:]rÁudio.visual sobre as teorias da conspiração que regem silenciosamente o destino da humanidade...

Entrevista The Sinks

Diretamente da base da DoSol Records, a [:]rÁudio.visual conversou com Dante (voz e guitarra) e Anderson Foca (baixo e voz) da banda potiguar The Sinks — power trio que ainda agrega o baterista Marcelo Costa. Influências e a nova realidade do mercado fonográfico...
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sábado, 1 de setembro de 2007

Velvet Discos amplia espaço [vd]



ENTREVISTASÓ PARA RAROS, SÓ PARA LOBOS

A Velvet não é mais a mesma! Única loja especializada em música da capital potiguar, o espaço acaba de retomar suas atividades com a palavra 'Café' incorporada ao nome.

Ainda mais aconchegante que antes, a partir de agora os antenados de plantão podem continuar encontrando CDs, DVDs, livros e LPs exclusivos (e devidamente garimpados) enquanto saboreiam receitas cafeinadas. A proposta do proprietário Marcelo Morais também inclui happy hour extendido às sextas e apresentações intimistas ao vivo.

[:]. Velvet Café e Discos
. Funcionamento: de segunda a sábado em horário comercial (sexta-feira tem desconto para quem esticar até mais tarde)
. Média de preços: R$ 20 (CDs e DVDs importados são maioria nas prateleiras)
. Av. Hermes da Fonseca, 1163 - Tirol / Natal
. Telefone: 84 3084-5890
. E-mail: contato@velvetdiscos.com.br

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

LIVRO || Pequenas Catástrofes - Pablo Capistrano

RESENHA LIVRO
VIAGEM SEM VOLTA

Sociedades secretas, poções para expansão da consciência, engenharia genética, rock’n roll e violência. Esses são os ingredientes principais do livro Pequenas Catástrofes, do escritor e filósofo potiguar Pablo Capistrano, um thriller envolvente que ainda mistura mitologia, sexo, filosofia (claro!) e um certo ar autobiográfico.

Essa ficção 'ciber-orgânica' (se é que essa palavra existe!) narra a passagem de Max Demian, o amigo inteligente e misterioso, pela vida do nosso herói (o narrador, ou o próprio Pablo). Os dois embarcam rumo a uma viagem pela Europa, onde irão participar de rituais que despertam a supraconsciência e manipulam a genética.

Escolhidos a partir da árvore genealógica, os membros da tal sociedade secreta do Projeto Zaratustra (inspirado em Nietzsche) ministram o Tetrapharmakon, substância psicotrópica que será contrabandeada da Grécia para o Brasil — onde um novo núcleo do Projeto Zaratustra está sendo formado. Quando o narrador percebe já está envolvido até o pescoço em uma trama que deixará marcas profundas. Instigante!

Pequenas Catástrofes faturou o prêmio literário Câmara Cascudo em 2003 na categoria prosa, e sua primeira edição foi lançada no mesmo ano dentro da coleção Letras Potiguares (A.S. Editores). Em 2005 o texto mereceu nova edição, dessa vez pela editora Rocco na coleção Safra XXI (foto).

[:]
. www.pablocapistrano.com.br
. Entrevista com o autor

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

NOTÍCIAS || Ráudiovisual: em busca da música independente

NOMINUTO.COM
Texto e foto: Alex de Souza
15/08/2007

Aliando rádio, internet e informação, site local quer se tornar alternativa às rádios convencionais.

Rafael Telles (esq.) e Yuno Silva montam projeto sem precisar sair de casa.

Cansado do império do jabá, que não lhe deixa muita opção do que escutar nas rádios? Pois o produtor Rafael Telles e o jornalista Yuno Silva também cansaram. Mas, ao invés de ficar fazendo beiço, a dupla arregaçou as mangas e mergulhou no universo caótico da net para buscar uma opção.

Foi dessa mistura entre os dois meios (a internet e o rádio) que surgiu a [:]rÁudio.visual, uma rádio-web que joga no mesmo buraco música independente, vídeos, literatura e o que mais de interessante aparecer. "Estávamos cansados do que rola nas rádios comerciais, na TV... Queremos compartilhar o filé da nossa CDteca e conhecer coisas novas", afirma.

Hospedado provisoriamente como blog, o projeto futuramente estará no site próprio. Yuno Silva e Rafael Telles embarcaram para a Feira da Música em Fortaleza, que começa nesta quarta (15), para apresentar o projeto a patrocinadores em potencial. "O lance de ser um blog é o período beta (de teste). A idéia e fazer um site completo com estrutura própria, utilizando o melhor da tecnologia a serviço desse tipo de projeto", explica Silva.

Para tanto, a escolha da internet como veículo foi fundamental. "Cara, o lance da web é a facilidade de abrangência, propagação, multiplicação, custo e retorno (feedback). A internet é a única saída do mercado fonográfico e o circuito independente (do qual fazermos parte) cresce a olhos vistos na grande rede. É nela que estão as chances pra essa turma crescer, aparecer e conquistar um lugar ao sol. Então, estamos remando de acordo com a maré", acredita.

Direito autoral

A escolha de trabalhar com o cenário musical independente foi uma estratégia também de mercado. Afinal, nem o território da web está livre das garras das grandes gravadoras. "A [:]rÁudio.visual está inscrita no sistema de direitos autorais do Creative Commons, que flexibiliza essa questão: a proposta é compartilhar. Mas estamos atentos pra isso (a cessão de direitos autorais), por isso o foco é a música independente que busca espaço de divulgação", admite.

E a proposta é buscar alternativas para flexibilizar esse conceito. "Nossa licença CC (creative commons) diz o seguinte: é obrigatório citar fonte e dar os créditos. Nesse caso, temos todos a possibilidade de sermos co-autores. Um exemplo prático é a intervenção eletrônico que o Rafael fez na poesia José, com o próprio Drummond recitando. Nessa obra, os dois são co-autores: Drummond, com a letra, e Rafael, com a música."

Conteúdo

"A linha editorial é focar música independente e informação. Temos sessão para resenha de livros, filmes, shows. Tirando os programas sobre dub (estilo musical eletrônico que surgiu na Jamaica nos anos 60), o resto é tudo free que as próprias bandas disponibilizam", descreve. "O lance do dub é mais informativo. É um documentário que ilustra o estilo. A proposta é fazer outros do mesmo tipo: um doc sobre rock, MPB, lounge...", complementa Silva.

Ao mesmo tempo em que busca oferecer conteúdo diário, a proposta da rádio é descolar da agenda de eventos que marca o jornalismo cultural praticado no estado. "Diariamente teremos novidades de qualquer área que tenha a ver com a proposta: um livro bacana (o do Pablo Capistrano [autor de Pequenas Catástrofes] é o próximo), um videoclipe, um programa inédito, uma resenha. Queremos trabalhar só com informações atemporais, esporadicamente teremos agenda cultural, mas só se for de algum parceiro. Agenda envelhece rápido e a proposta é fazer com que as pessoas entrem na [:]rÁudio em qualquer hora, dia ou ano e façam downloads para seus mp3players", espera.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

José, por Carlos Drummond de Andrade

POESIA & LITERATURA
INTERVENÇÃO ELETRÔNICA

Mineiro de Itabira do Mato Dentro, o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) recita JOSÉ em versão turbinada pela [:]rÁudio.visual.

Essa intervenção inspirada eletrônica é um exemplo perfeito do conceito de compartilhamento dos direitos autorais pelo Creative Commons.

. Co-autores:
:: Carlos Drummond de Andrade (letra)
:: Fa'sGroove (música)

# # #

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

[:]
. Fonte áudio original: www.memoriaviva.com.br
. Biografia Drummond: www.releituras.com

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

LIVRO || EU S/A - Max Barry

RESENHA LIVRO
ZERO DE ESCRÚPULO

O escritor australiano Max Barry faz uma projeção nada animadora sobre um futuro bem próximo, onde a soberania das nações está sob o comando do mercado de capital. Nada mais importa: leis, qualidade de vida e bem estar social deram lugar ao lucro, à corrupção e à violência. Quem determina se a vida de adolescentes vale mais que um par de tênis é o departamento de marketing.

Hack Nike namora Violet, que está sem sobrenome - no futuro de Barry só tem sobrenome quem tem carteira assinada.

Essa ficção politicamente incorreta conta a história de Hack, funcionário subalterno do setor de Merchandising que entra em uma montanha russa absurda depois de aceitar uma promoção na empresa. Ele foi contratado para matar consumidores em nome do bom desempenho das vendas.

A ação se desenrola nos Territórios Australianos dos Estados Unidos, onde Hack assina contrato com John Nike e John Nike - executivos do poderoso Departamento de Marketing da empresa. A proposta era simples: espalhada a (falsa) notícia que um novo modelo de tênis seria lançado com pouquíssimas unidades disponíveis, nosso anti-herói teria que matar (pelo menos) uns dez garotos para provocar a euforia consumista planejada pela dupla.

Hack chegou a procurar a Polícia, que terceirizou o serviço(!) e resolveu a 'parada' sem pestanejar - no futuro a verba de segurança será apenas para prevenir, investigações ficam por conta da família da vítima.

Seria perfeito(!) e eles encheriam ainda mais o 'rabo' de dinheiro se não topassem com a agente Jennifer Governo, última esperança de alguma honestidade dentro desse 'Sistema'...

Perseguições internacionais, assassinatos, vírus de computador, boneca Barbie e códigos de barras como tatuagem são detalhes desse ‘triler’ perfeitamente verossímil.

[:]
. www.maxbarry.com
. Versão original: Jennifer Government, 2003
. Edição Brasil: EU S/A, 2005 – Editora Record

. Ficção, 349 páginas

sábado, 4 de agosto de 2007

VÍDEO || Palarveando - Os Poetas Elétricos [RN]


VÍDEO CLIPE
CAPRICHO FOTOGRÁFICO
Direção: Mário Ivo

Video clipe para Palarveando, poemúsica dOs Poetas Elétricos Carito (voz e composições), Edu Gomez (guitarra e efeitos) e Michele Régis (voz). Experimentalismo é o que move essa dupla de três(!) que brinca sério de chocar poemas.

Produção caprichada com direção de Mário Ivo, Palarveando assegurou com folga o primeiro lugar no Festival Curta Natal no Mada em 2006 – no mesmo ano também foi selecionado para a 20ª Mostra do Audiovisual Paulista.


* Eles são loucos pelo que fazem, não estão nem aí para preconceitos e, à primeira audição, podem provocar estranhas reações: indo do amor ao ódio em menos de um ‘frame’. O rótulo também não importa, se é poesia sonora, declamada ou música experimental, Os Poetas Elétricos preferem não fechar com nenhuma dessas embalagens, nem sabem dizer qual delas é que melhor se encaixa com a proposta do projeto.
*.TXT.

[:]
. www.ospoetaseletricos.com.br
. A música Palarveando faz parte do CD “Poemas Eletr
i-Ficados & Outros Que Foram Embora”, lançado pelo selo Mudernage Diskos em 2004